Busco a coerência inexistente em meus atos,
A continuidade pressuposta em um conjunto de fatos,
Mas só me deparo com o vazio,
Só encaro o vento frio.
Medito sobre a pergunta em que estou,
Quem sou?
Um amálgama de frágeis certezas,
Uma imagem baça em um espelho baço,
Alguém disposto a pequenas grandezas,
Um desenho gasto de rude traço,
Uma tela de tintas derramada,
Um sorriso sorrindo sorridente,
Um grito da alma calada,
O eterno e atual presente.