quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jovem poeta cheio de sonhos

Jovem poeta cheio de sonhos,
Em sua mochila esperanças, ilusões e um caderno.
Levando consigo o amanhã,
Levando consigo o anseio do eterno
E a inocência da doce manhã.

Jovem poeta cheio de sonhos,
Seus cabelos ventam ventanias,
Suas palavras falam grandiloquência,
Seu olhar sobrevoa a cidade,
Seus dedos semeiam alegrias,
Suas verdades trazem insistências,
Sua pena traz liberdade.

Jovem poeta cheio de sonhos,
Seus pés preferem a virgem grama
Do que o asfáltico solo.
O caminho faz ele caminhando.
Interessa-lhe somente o impossível,
Pois o possível já se pode alcançar.

Jovem poeta cheio de sonhos,
Deixe queimar a vigorosa chama,
Aqueles embalados no colo
Das musas, resistem ao fogo cantando.
Alimente a pira com seu risonho combustível,
Mergulhe e renasça no fecundo mar.

Jovem poeta cheio de sonhos,
Seja mais alto e nos conte,
Seja mais belo e encontre
A rima certa e a expressão perfeita.
Seus braços abraçam o mundo
E neles quero descansar.

sábado, 17 de maio de 2014

Existir

Tal qual girassol em um dia de sol,
Tal qual rosa em um pôr do sol,
Se é,
Plenamente

Existir se é,
Somente se é,
Apenas se é.

O sopro de um vento distante,
A luz de uma lua radiante,
A aurora que se mostra constante,
O mergulho no puro instante.

Existir se é,
Somente se é,
Apenas se é.

Ela

E lá no fundo está Ela,
Aquela de quem fugindo nos aproximamos,
Aquela contra quem sempre lutamos,
Aquela que tranquila, aguarda.

Seu sorriso plácido,
Nosso rosto de pavor.
Seu beijo ácido,
Nossa expressão de dor.
Seu amoroso gesto,
A esperança de não recebê-lo.
Sua presença indigesta,
Arrepiam espinha e cabelos.
E ela, tranquila, aguarda.

Quando chegará?
Hoje, amanhã?
Em 30 anos?
Que importa...
Uma semana, um ano, uma década,
São a mesma coisa,
Um sopro em face da eternidade.

Ela, tranquila, aguarda.

sábado, 10 de maio de 2014

Amor

Acaricio-a, abraço-a,
Deixo ela bem perto de mim,
Olho para ela nos olhos,
Ela me fita sem fim.

Seu caminhar sem rastro
Não a deixa voltar,
No céu o mais belo astro
Não se queixa em lhe dar

Passagem. Os quatro ventos
Lhe dão um beijo doce,
Perdem o selvagem intento
Antes de seguir viagem.

Os agitados mares abrem um sorriso
Quando a envolvem carinhosamente,
As aves cantam alto e o paraíso
Vindouro se mostra presente.

Eu lhe trago regalos,
Eu me entrego todo a ela.
Não há como dela não ser vassalo,
Não há como não notar singela

Presença. E ela, a Grande Pergunta,
Ocupa todo o meu ser,
Junto a ela se junta,
Toda a razão do meu viver.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O Corvo

Belo corvo que me ronda
Não tenhas medo,
Sei que me sonda
A grande noite.
Não chegaste cedo,
Teu amargo açoite
É doce para quem viveu.

Venha, pouse aqui
Em meu ombro.
Já há muito te aguardo,
Já há muito sei que virias.
Quem Dela ri,
Quem Dela o tombo
Não teme,
Não treme com seu fardo,
E flutua em mar de agonias.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Humanidade

Ser humano
É belo
É bom
É singelo som.

Being a human being
É puro
Doce
Mel.