domingo, 31 de janeiro de 2016

Terra

O canto da vida,
A poesia da vida,
O som convida
Em profundo existir.

A água da vida
Em imagens e cores,
O templo do todo
Com coloridos vitrais.

O pedido em rogo,
As luzes em velas
O mar todo sim
Ao céu puro enfim.

O azul infinito
De amores e nuvens,
O rio reflexo
Da estrela tão bela.

A Terra abraço
E um momento fugaz.
Em seus doces braços
A vida e a paz.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Maracutaia

O estado de transe,
O estado em trânsito,
Um estado sorte
De existir.

Um estado de cores,
Um estado de corpos
Infinitos
A ecoar.

O refrão do tempo,
Os versos sorrisos
Das rimas
Contentes.

Encontro enfim,
Encontro a mãe
Encontro o som
E o sim.

Chuva

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

Saia

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra  sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dia e Noite

O rio da vida
Em noite estrelada
Rumo ao horizonte.

O vento convida,
Em sussurros afaga
E retorna à fonte.

O amanhã que desperta
De um fluxo infinito
Suavemente passeando.

A manhã que oferta
Da lua o mito
Na alma pulsando.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Mergulho

O horizonte ondulante,
O mar espesso,
O toque do gelo
Em uma tarde de verão.

A cachoeira tão doce,
Os vazios tão cheios,
A lua tão sol,
Chuva encharca a terra.

Chuva encharca os montes,
Chuva encharca os vales,
Chuva encharca os rios,
Soluços que abarcam soluções.

Um mundo sem senões,
Sem sanções, refrões,
Sem classes, perdões,
Rios infinitos.

O mergulho no rito,
O mergulho convicto,
O barulho música,
Pendularmente singelo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Sete

O túnel de luz
Ao infinito conduz
Sem piedade.

O gosto seduz,
O doce sabor
Da vida.

O perfume da flor,
O suave candor
Da alma.

O desabrochar do todo,
O mar horizonte
Azulmente próximo.

A música liberdade,
O refrão de amor
E cores.

Então sincera,
É tão singela,
Suavidade.

Um ar de seda,
Um toque enfim
No embalo do sim.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O homem

Quem sou o homem?
Sou a mãe das questões,
Sou Sísifo e a montanha,
Sou Édipo, o enigma e a esfinge,
O sim e o não.
Pai das ninfas e dos deuses,
Dos conceitos e do olhar.
Um ser-quase,
Que na incompletude
Completo se constrói.
Me tentam ser-menos,
Busco ser-mais.
Busco a irremediável falta
Mas encontro o sol da manhã
E não há mais busca.
Nado no oceano da loucura,
Mergulho em reflexos de estrelas,
E no coração uma lua.
Cheia.
Emerjo e a noite me beija
E me embala.
Existo.
E isso é belo,
E isso é tudo.

(02/04/15)

Vá

Vá,
Vá para o mundo,
Vá para longe,
Vá para perto
De todos.
Vá respirar o ar,
Vá flutuar,
Vá ver
A beleza,
Viver
Tão alto
Tão perto
Da lua.
Vá sentir o uivo
Da rua.
Vá ver o mundo
Se dissolver
A seus pés.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Existir

As cores pulsando,
Movimentos de formas
Em ecos disformes,
Substituição
Do real
Por um novo horizonte
De pássaros em nuvens olhando o infinito,
De passos seguros singrando os sons,
De mares abertos chamando sinceros,
De fluxo de tons singelos,
Trazendo a certeza
Do tão belo existir.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Pinceladas

Em uma pintura
O horizonte vermelho sangue,
As nuvens tão altas,
O azul claro escuro profundo,
As montanhas sólidas,
O mar líquido
De ondas de neve,
A música ambiente
De acordes de cores,
As vidas em fluxo,
As vidas em rastro,
Linhas ondulantes sem destino,
Luzes preenchendo o amanhã,
Lampejos do sincero porvir
Nos ventos
Da perfeição.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Sentir

Na dança tão longe,
No movimento tão perto,
E no canto tão certo
O olhar responde.

No vento tão doce,
No passo tão sim,
No caminho enfim
O sentido floresce.

Em suas pétalas douradas,
Em suas certas canções,
Em tão claros clarões,
A entrega esperada.

Sente-se tudo,
Sente-se luz,
Sente-se sombra,
Sente-se todo.