domingo, 26 de julho de 2015

Subjetivo

Conheço o mundo
Em suave canção :
O conceito do todo,
É verde vestido
Em seco areal.

São ecos de sentido
Capturados no momento
Do instante definitivo.

Subjetivo.

O brilhante prazer
Da entrega última
Onde só há
Infinito.

Sou

Eu me questiono,
Homem sou.
Imagino,
Sonho
O destino risonho
Do doce existir.

Tão suave sentir
Em sons infinitos
E cores vivas
Do definitivo viver.

sábado, 25 de julho de 2015

A alma sorri

Todas minhas conquistas
Todos meus momentos,
Todos meus intentos,
São para os deuses
Chamados sol, terra,
Água e ar.

Sentimentos de pura beleza.
A grande e final certeza
De existir
Em um fluxo contínuo
Do tempo.

A verdade se mostra nua,
A verdade se mostra crua
E a alma sorri.

domingo, 19 de julho de 2015

Céu

Em fluido movimento
O sentimento atento
Ao profundo sentido
Do momento.

A verde esperança
A voar
Tão perto.

A alma alcança
O todo
Tão certo.

Então o sorriso final
Da vivência plena
Das estrelas.

Viagem

O diálogo com si mesmo
Fora do espaço
E do tempo.

A roda que gira
Em seu perfeito
Caminhar.

O sentimento do vento
Em seu sincero
Correr.

Fluxo

O intento da entrega
É não ser mais
Nada.

A pergunta sincera
Da fímbria
Da vida
Convida.

Então o som que brilha,
Aquece e abraça
Flui
E vem.

sábado, 18 de julho de 2015

Reforme-se

(com Emmanuel Rosa)

Disforme, reforme, transforme.
Dize: forme, reforme e transforme!
Disforme-se, reforme-se, transforme-se...
Não se conforme, transe, forme-se.

Informe, conforme a fome
Disforme, consome sem nome,
O pronome sem fim.

Urbe

Em vias infinitas
De luzes e sons
Você me recebe
De braços abertos.

São destinos que se cruzam,
Caminhos a atravessar
Seu mar de cimento.

Suas veias pulsam
De vida e movimento
Que em minha alma
Ecoam.

A liberdade ressoa
Em possibilidades concretas
De versos assimétricos.

Então sou seu,
Então você é minha
E juntos seguiremos
Ao ilimitado céu.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Positividade

Os momentos que ecoam
Sentido
São o intento da vida
Em seu sorrir.

O prazer de existir
Em fluxo,
A beleza de sentir
O todo.

O refrão derradeiro
Da estrofe perfeita,
A corda inteira
Em infinita vibração.

É então chegado
O tão esperado
Sim.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mais

Mais uma noite brilha
Com seu cheiro de luar,
Gosto de estrelas
E paisagem de sons

Dissonantes,
Em azul harmonia
De um fosco cantar
Ao plumbeo horizonte

De dúvidas e incertezas
Que caem por terra
Na existência vera
De não mais insistir

E apenas olhar
O acontecer
Que se desdobra
Tranquilamente
Transparente.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Pergunta

A pergunta que encerra
A fundamental questão
É coisa singela
Que resume o sim e o não.

De repente ouvi da tua boca,
E me pus a meditar.
Por que habitar a terra
E não se dissolver no mar?

Essa terra tem saudades
Do que foi e do que virá,
Tem flores que carregamos no peito
E aquelas que ganhamos sem jeito.

Tem risos, tem gostos,
Olhares, suspiros, caminhos,
Descaminhos (é claro!)
Mas as lágrimas em seu brilho fosco
Preparam o solo
Para a nova colheita.

Dessa terra comemos os frutos
De intenso prazer,
Bebemos seus rios,
Nos alçamos em seus montes
E o amanhecer
Nos abraça.

Não sei se é essa vida é a única
(Como poderia sabê-lo?)
Mas é única
E única será para toda a eternidade.

A liberdade não está tão longe:
Ela é aqui
E agora.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Depois

Ouço o chamado
Rumo ao desconhecer.
Siga-o
Pois então
Não sou
Nem existo.

Rios de cores púrpuras
Bafejam humildemente.
A impermanência se solidifica.
Sólida e úmida.

Sorve a boca sedenta
Da alma
O sentido
E o guarda
Para depois.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Aceito

O suave beijo
Do vento
A trazer
O profundo
Sentido
É tão
Verdadeiramente
Sincero
Que a entrega
É simples
Aceitar.

Complexo

O influxo do tempo
Cria o momento
Eternamente presente.

O líquido sentir
Introspecta,
Expande
E recolhe.

Complexo
Reflexo
Do todo
No agora.

Então

E então
O grande
E calmo
Porvir
Se materializa
Presente.

É vontade
De se derreter
Com o mar e o céu
E a terra e o ar
Que se transforma
Em ato.

Tão grato
Pelo todo sentir,
É entrega
No fato
De não
Existir.

Mover-se

Ouvir cores
E ver sons.
O céu respirando
A ondulação das vias
Que caminham
Rumo o infinito.

Com cabelos ao vento
Sigo entregue
No fluxo do todo.

O pêndulo
Tão preciso
Em seu ondear.

Movimento.

Terra

A mãe terra
É eterna
E boa
Em seu quente
Abraço.

A lua me chama
Inteira
E se entrega
Em tão belo
Despir.

O mar
Me diz
O vai e vem
Do todo.

Passo

O passo final
Rumo a.
O destino final
Do grande sorrir.

O fluxo do tempo
Se derrete.
Dourado confete
Em uma noite ao luar.

O prazer ao amar
O infinito existir,
O ser sem
Limites
É convite
Do belo
Sincero,
E pleno
Sentir.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Dezoito Horas

Rios de gente,
Enchente.
Dezoito horas
Agora
Liberdade.

Rostos cansados
Ansiando
A eternidade
Dessas parcas horas
De esquecimento.

Olhares esboçando sorrisos:
Pensamentos-distância
Antes do novo
Amanhã.

domingo, 5 de julho de 2015

Som

O harmonia do som
É rima rica
Em verso alexandrino
De um soneto perfeito.

A música em seu
Desen
Envolvimento
É puro
Movimento
Rumo a

Alcançar
O final
Conceito
Do todo.

Infinitas

Poder estar no momento,
Poder compartilhar
O mais puro sentimento
De conexão.

É tão certo
O incerto porvir.
É tão perto
O decerto sentir

Que tudo é tão belo,
Singelo sim,
Que não há mais além,
Só aqui
E que as possibilidades
São infinitas.

sábado, 4 de julho de 2015

O grito do daimon

Olho o passado
De frente para trás.
Todos os acontecimentos
Me trouxeram aqui.

Queima a fogueira primeira
Onde começou a história.
Nascedouro dos homens,
Saturnal,
Tão belo
E quente!

A maresia infinita,
O vento do perdão,
E o beijo  do êxtase
Enchem o mundo
Da mais pura
Significação

O daimon
Pula,
Grita,
Canta
E dança,
E então
Calmamente
Sorri.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O grande transbordar

O momento do sentido
É momento sentido
Sem senão.

O puro sim,
Enfim!
Que se expande.

Cada pequeno momento
Per
Fei
To
Em seu lugar.

Cada pequeno intento
Con
Ti
Do
No seu confirmar

Do puro unguento
E do furo sedento
Que se extingue.

Passam paisagens paralelas,
Passam imagens tão belas.

É então
O grande transbordar.

Seio

A vida deve ser vivida!
Se não o for,
O que resta ao homem?
Dormir insone
E sempre supor
O senão?

A vida se mostra
A quem se mostra
E concorda
Em arriscar.

Em quem a angústia acorda,
Em quem a dúvida transborda,
Vive?

A realidade é.
Em seu seio
Formoso
Transbordo.