Conheço o mundo
Em suave canção :
O conceito do todo,
É verde vestido
Em seco areal.
São ecos de sentido
Capturados no momento
Do instante definitivo.
Subjetivo.
O brilhante prazer
Da entrega última
Onde só há
Infinito.
Conheço o mundo
Em suave canção :
O conceito do todo,
É verde vestido
Em seco areal.
São ecos de sentido
Capturados no momento
Do instante definitivo.
Subjetivo.
O brilhante prazer
Da entrega última
Onde só há
Infinito.
Eu me questiono,
Homem sou.
Imagino,
Sonho
O destino risonho
Do doce existir.
Tão suave sentir
Em sons infinitos
E cores vivas
Do definitivo viver.
Todas minhas conquistas
Todos meus momentos,
Todos meus intentos,
São para os deuses
Chamados sol, terra,
Água e ar.
Sentimentos de pura beleza.
A grande e final certeza
De existir
Em um fluxo contínuo
Do tempo.
A verdade se mostra nua,
A verdade se mostra crua
E a alma sorri.
Em fluido movimento
O sentimento atento
Ao profundo sentido
Do momento.
A verde esperança
A voar
Tão perto.
A alma alcança
O todo
Tão certo.
Então o sorriso final
Da vivência plena
Das estrelas.
O diálogo com si mesmo
Fora do espaço
E do tempo.
A roda que gira
Em seu perfeito
Caminhar.
O sentimento do vento
Em seu sincero
Correr.
O intento da entrega
É não ser mais
Nada.
A pergunta sincera
Da fímbria
Da vida
Convida.
Então o som que brilha,
Aquece e abraça
Flui
E vem.
(com Emmanuel Rosa)
Disforme, reforme, transforme.
Dize: forme, reforme e transforme!
Disforme-se, reforme-se, transforme-se...
Não se conforme, transe, forme-se.
Informe, conforme a fome
Disforme, consome sem nome,
O pronome sem fim.
Em vias infinitas
De luzes e sons
Você me recebe
De braços abertos.
São destinos que se cruzam,
Caminhos a atravessar
Seu mar de cimento.
Suas veias pulsam
De vida e movimento
Que em minha alma
Ecoam.
A liberdade ressoa
Em possibilidades concretas
De versos assimétricos.
Então sou seu,
Então você é minha
E juntos seguiremos
Ao ilimitado céu.
Os momentos que ecoam
Sentido
São o intento da vida
Em seu sorrir.
O prazer de existir
Em fluxo,
A beleza de sentir
O todo.
O refrão derradeiro
Da estrofe perfeita,
A corda inteira
Em infinita vibração.
É então chegado
O tão esperado
Sim.
Mais uma noite brilha
Com seu cheiro de luar,
Gosto de estrelas
E paisagem de sons
Dissonantes,
Em azul harmonia
De um fosco cantar
Ao plumbeo horizonte
De dúvidas e incertezas
Que caem por terra
Na existência vera
De não mais insistir
E apenas olhar
O acontecer
Que se desdobra
Tranquilamente
Transparente.
A pergunta que encerra
A fundamental questão
É coisa singela
Que resume o sim e o não.
De repente ouvi da tua boca,
E me pus a meditar.
Por que habitar a terra
E não se dissolver no mar?
Essa terra tem saudades
Do que foi e do que virá,
Tem flores que carregamos no peito
E aquelas que ganhamos sem jeito.
Tem risos, tem gostos,
Olhares, suspiros, caminhos,
Descaminhos (é claro!)
Mas as lágrimas em seu brilho fosco
Preparam o solo
Para a nova colheita.
Dessa terra comemos os frutos
De intenso prazer,
Bebemos seus rios,
Nos alçamos em seus montes
E o amanhecer
Nos abraça.
Não sei se é essa vida é a única
(Como poderia sabê-lo?)
Mas é única
E única será para toda a eternidade.
A liberdade não está tão longe:
Ela é aqui
E agora.
Ouço o chamado
Rumo ao desconhecer.
Siga-o
Pois então
Não sou
Nem existo.
Rios de cores púrpuras
Bafejam humildemente.
A impermanência se solidifica.
Sólida e úmida.
Sorve a boca sedenta
Da alma
O sentido
E o guarda
Para depois.
O suave beijo
Do vento
A trazer
O profundo
Sentido
É tão
Verdadeiramente
Sincero
Que a entrega
É simples
Aceitar.
O influxo do tempo
Cria o momento
Eternamente presente.
O líquido sentir
Introspecta,
Expande
E recolhe.
Complexo
Reflexo
Do todo
No agora.
E então
O grande
E calmo
Porvir
Se materializa
Presente.
É vontade
De se derreter
Com o mar e o céu
E a terra e o ar
Que se transforma
Em ato.
Tão grato
Pelo todo sentir,
É entrega
No fato
De não
Existir.
Ouvir cores
E ver sons.
O céu respirando
A ondulação das vias
Que caminham
Rumo o infinito.
Com cabelos ao vento
Sigo entregue
No fluxo do todo.
O pêndulo
Tão preciso
Em seu ondear.
Movimento.
A mãe terra
É eterna
E boa
Em seu quente
Abraço.
A lua me chama
Inteira
E se entrega
Em tão belo
Despir.
O mar
Me diz
O vai e vem
Do todo.
O passo final
Rumo a.
O destino final
Do grande sorrir.
O fluxo do tempo
Se derrete.
Dourado confete
Em uma noite ao luar.
O prazer ao amar
O infinito existir,
O ser sem
Limites
É convite
Do belo
Sincero,
E pleno
Sentir.
Rios de gente,
Enchente.
Dezoito horas
Agora
Liberdade.
Rostos cansados
Ansiando
A eternidade
Dessas parcas horas
De esquecimento.
Olhares esboçando sorrisos:
Pensamentos-distância
Antes do novo
Amanhã.
O harmonia do som
É rima rica
Em verso alexandrino
De um soneto perfeito.
A música em seu
Desen
Envolvimento
É puro
Movimento
Rumo a
Alcançar
O final
Conceito
Do todo.
Poder estar no momento,
Poder compartilhar
O mais puro sentimento
De conexão.
É tão certo
O incerto porvir.
É tão perto
O decerto sentir
Que tudo é tão belo,
Singelo sim,
Que não há mais além,
Só aqui
E que as possibilidades
São infinitas.
Olho o passado
De frente para trás.
Todos os acontecimentos
Me trouxeram aqui.
Queima a fogueira primeira
Onde começou a história.
Nascedouro dos homens,
Saturnal,
Tão belo
E quente!
A maresia infinita,
O vento do perdão,
E o beijo do êxtase
Enchem o mundo
Da mais pura
Significação
O daimon
Pula,
Grita,
Canta
E dança,
E então
Calmamente
Sorri.
O momento do sentido
É momento sentido
Sem senão.
O puro sim,
Enfim!
Que se expande.
Cada pequeno momento
Per
Fei
To
Em seu lugar.
Cada pequeno intento
Con
Ti
Do
No seu confirmar
Do puro unguento
E do furo sedento
Que se extingue.
Passam paisagens paralelas,
Passam imagens tão belas.
É então
O grande transbordar.
A vida deve ser vivida!
Se não o for,
O que resta ao homem?
Dormir insone
E sempre supor
O senão?
A vida se mostra
A quem se mostra
E concorda
Em arriscar.
Em quem a angústia acorda,
Em quem a dúvida transborda,
Vive?
A realidade é.
Em seu seio
Formoso
Transbordo.