A pergunta que encerra
A fundamental questão
É coisa singela
Que resume o sim e o não.
De repente ouvi da tua boca,
E me pus a meditar.
Por que habitar a terra
E não se dissolver no mar?
Essa terra tem saudades
Do que foi e do que virá,
Tem flores que carregamos no peito
E aquelas que ganhamos sem jeito.
Tem risos, tem gostos,
Olhares, suspiros, caminhos,
Descaminhos (é claro!)
Mas as lágrimas em seu brilho fosco
Preparam o solo
Para a nova colheita.
Dessa terra comemos os frutos
De intenso prazer,
Bebemos seus rios,
Nos alçamos em seus montes
E o amanhecer
Nos abraça.
Não sei se é essa vida é a única
(Como poderia sabê-lo?)
Mas é única
E única será para toda a eternidade.
A liberdade não está tão longe:
Ela é aqui
E agora.