Deito na chuva
E durmo no ar,
Sinto meu corpo
Escorrendo,
Úmido.
Deito na chuva
E durmo no ar,
O frio na espinha
Me traz a certeza fria
De estar vivo.
Deito na chuva
E durmo no ar,
Deixo a luz do horizonte
Aquecer meu corpo
E alma.
Deito na chuva
E durmo no ar,
Chego à fronteira de mim,
E percebo que não há fronteira,
Não há lá fora.
Deito na chuva
E durmo no ar,
O instante agora,
O espaço agora,
Me encontro na perda de mim
E então
Somente
O infinito.