Há de ter a terra úmida,
Há de ter o mar infinito,
Em curvas e sonhos,
Em lutas e cafés.
Há de ter o movimento,
Há de ter memória,
Em ideias-horizonte,
Em favelas-canção.
Há de cessar
A morte anônima,
A dor anônima,
A mulher anônima,
O negro anônimo.
Há de ter o diálogo,
Há de ter o amanhã,
E assim viveremos o hoje
Unidos e fortes.