A vertigem
Do absoluto,
O vento
Nas asas,
O sol
Na retina,
O eco
Sem fim.
Experiência
Sintética
Sincrética
Sinestésica
E simples.
Pois então
Por que
Não?
A vertigem
Do absoluto,
O vento
Nas asas,
O sol
Na retina,
O eco
Sem fim.
Experiência
Sintética
Sincrética
Sinestésica
E simples.
Pois então
Por que
Não?
A extremidade
Do destino,
O horizonte aberto,
O mundo tão certo,
O sentido tão perto
Do olhar.
O corpo
Tão dentro,
Tão simples,
Tão sempre
Parte.
Tanto aguardei,
Para esse momento
Que de repente
Atravessa.
A beleza
Em um fractal de cores,
Em uma multidão de sorrisos,
Em um convite
Rumo
Ao impossível.
E neste momento
Singelo
Apenas
O absulto.
Absurdamente
Belo,
Sincero,
Singelo,
Unicamente
Único.
Neste
Ápice
Da possibilidade
Impensável
Da vida.
Acontece
O absoluto.
Ah, a beleza
Entrega,
As cores,
A música.
Nesta extrema
Impossibilidade,
O sentir-se bem,
A certeza
E alma.
O sol que não brilha,
Mas aquece,
A dança na sombra,
A noite fria
De repente quente,
Os óculos para ver
O mundo,
Os sorrisos para sorrir
A vida,
E o sentido
Beijando
A alma.
Quando abrires os olhos
Após tanto tê-los
Fechados,
Estarei aí.
Quando abrires os olhos
Buscando finalmente
Ver,
Estarei aí.
Quando abrires os olhos
De tão abertos
Neles me verei
E estarei aí.
Neste solo de blues
Encontro o sentido
Há tanto buscado.
Neste solo de blues
Me perco,
Quem sou?
Neste solo de blues
Tantos corpos
De repente um.
Neste solo de blues
Um calor azul
Atravessa.
Neste solo
De blues
Uma luz
Perpassa.
Neste
Solo de blues
À noite
De repente dia.
Neste solo de blues
A paz, o sorriso,
A alma despida
E a eternidade.
Com este
Poema
Queria
Apenas lhes dizer
O indizível,
Mostrar apenas
O infinito,
Lembrar apenas
Que a vida
Vale a pena.
Com este
Poema
Queria
Apenas lhes dizer
O interdito,
Mostrar apenas
Um grão de beleza,
Lembrar apenas
Que viver
É uma aventura.
Com este
Poema
Queria
Apenas lhes dizer
O não dito,
Mostrar apenas
O horizonte,
Lembrar apenas
Que a vida
É rio
Sem margem.
Com este
Poema
Queria
Apenas lhes dizer
O convite,
Mostrar apenas
Sentido,
Lembrar apenas
Que viver,
Ah, viver,
Viver
É verdadeiramente
Belo.
A experiência de fluxo,
A experiência de rio,
A experiência
Onde tudo
Faz sentido.
A experiência do todo,
Atravessando,
Trespasse,
Através
De
Si.
A terceira margem,
O não lugar
Entre
Em um intervalo
Do tempo
E do espaço.
O sentido concreto,
Palpável,
Maciço
E ondulado.
Ah, é isso.
Morreria agora,
Morreria certo
De que esse sorriso
É o sentido
Final.
Apesar dos pesares,
Apesar dos atrasos,
Apesar dos relógios,
A vida
É linda.
Apesar dos talvezes,
Apesar das questões,
Em toda sua complexidade
A vida
É linda.
Apesar dos revezes,
Em todo seu fluxo
Expresso no silêncio
A vida
É linda.
Em tanto tanto,
Em tanto encanto,
Em tanto encontro
A vida
É linda.
A beleza da vida
Se revela
Em um instante tão simples
Como o agora.
A certeza sentida
É ausência de dúvida,
É ausência de dívida
Na presença
Do todo.
A gaita que toca
A alma
Ressoa
Sentido.
A luz que brilha
Acalma,
Perdoa,
Sorriso.
A vertigem da vida,
Desvela,
Em um pulso tão síntese,
Certeza.
O balanço do sorriso,
Em meio ao som,
Em meio ao sim,
Em meio à lua,
A meia luz.
O encanto do sentido,
Em meio ao convite,
Em meio ao rio,
Em meio ao cio,
À meia noite.
A bateria em solo,
Em meio ao todo,
Em meio ao encanto,
Em meio ao deslumbre,
A meia, inteira.
Nesta noite Carolina,
Nesta noite de frio
Do verão,
Uma noite de blues,
Uma noite
Sem norte
Tão longe
Da praia,
Mas a sua
Beira,
Uma noite,
Carolina,
Onde
A festa
É sua.
Comemore,
Carolina,
A paixão
De viver
Pois esta noite,
Carolina,
É sua.
Comemore,
Carolina,
Este verão
No inverno,
Este sol
Em dia nublado,
Essa noite é sua,
Carolina,
E você
Se basta,
Nesta noite,
Tão sua.
No intervalo do tempo,
No Intervalo do jogo,
No intervalo espaço
Sem fim.
No intervalo azul,
No intervalo quente,
No intervalo sorriso
Aberto.
Neste intervalo olhar,
Neste intervalo convite,
Um intervalo conversa
Intervalo
Certeza.
Neste intervalo gaita,
Neste intervalo guitarra,
Um intervalo
Aberto
Ao infinito.
Ouço a voz
Desse blues quente
Nessa noite fria,
Dessa gaita deslizante,
Guitarras agudas
E uma voz grave,
E o que ouço
Faz tanto sentido
De estar aqui,
Neste momento,
Neste refrão
Do tempo
Que não busco
Mais
Mas sou buscado
E encontram
Um não-eu
Ouvindo esse blues quente
Nessa noite
Agora
Quente.
Estou completamente louco,
Estou completamente são,
Estou completamente não,
Estou completamente todo.
Estou o não estar.
Estamos,
Estamos sempre
Rumo ao mar.
Estamos juntos,
Estamos um,
Estamos,
Estamos.
Estamos nós,
Estamos um,
Estamos,
Estamos.
Uma
Conversa
Na área,
Uma
Conversa
Fraterna,
Uma conversa na área
Em margem
Terceira
O mundo
Transforma.
O mundo
Doce
Convidando
Ao todo.
O rio
Doce
Convidando
Ao sorriso.
O sorrido
Revela:
A luz
Suave.
O sorrido
Revela:
A vida
É
Bela.
Nesta casa
Naara
Encontro
O caminho certo,
O olhar desperto
A cada
Pequeno
Gesto.
Nesta casa
Naara
Sou entrecruzado
Por discursos
Sinceros,
Entregues
E belos
Rumo a um novo
Amanhã.
Nesta casa
Naara
Olhares
Brilham,
Convidam
E dançam
Cantando
A manhã
Que há de chegar.
Neste seu
Corpo
Agora nosso,
Neste seu corpo
Agora poético,
Neste
Seu corpo
Agora
Sintético
Se juntam
Organicamente
O todo e o nada,
O sim e o não,
O ar e o vazio,
A vida e a morte.
Vejo seu rosto triste
De olho
No retângulo negro,
Vejo seu sorriso triste
Pensando
Será?
Talvez?
Vejo seu olhar triste
Pensando
E então?
Quando?
Mas nada
Que eu te possa
Falar
Te dirá
Venha,
Nada
Que eu te possa
Dizer
Te dirá
Vamos.
Vejo seu rosto triste
De olho
No horizonte negro,
Vejo seu horizonte triste
Pensando
Por que?
Quando?
Vejo seu corpo triste
Pensando
Assim?
Só?
Mas nada
Que eu te possa
Gritar
Parecerá
Verdadeiro,
Mas nada
Que eu te possa
Cantar
Lembrará
O nascer do sol.
Então emudeço
Nessa urbe louca
Onde em apenas momentos
O meu caminho
Cruzou
O seu caminho.
Então deixo em versos
Escritos
Nessa urbe louca
E quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de beleza,
Quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de luz,
Quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de paz,
A esse olhar,
Um olhar triste.
A mesa
Redonda
Liberdade.
O gosto
Recurvo
High life.
A música
Batida
Que toca.
Convites
Chovem
Pedindo.
Você
Atende
Sorrindo.
E o tempo
Para
Definitivo.
O sol
Nascendo,
O mundo é bonito,
O mundo é bonito.
A música
Singela,
O mundo é bonito,
O mundo é bonito.
A noite
Sincera,
O mundo é bonito,
O mundo é bonito.
O silêncio
Bom,
O mundo é bonito,
O mundo é bonito.
O jogo
Surrealista
Começa.
Depois de você
Eu venho
E vocês?
Avança,
Voa,
Levanta,
Termina,
Chuva,
Recolhe,
Escolhe
A vida
Que resolveu viver.
Os pedaços
Cortados
De mim,
Multiplicam
Somam
Se tornam mais,
Mais de que?
Mais de tudo?
Mais de nós?
E então
Somente
O infinito
Convoca
A ser ou estar
Leve, livre.
O estranho
Vira o perto
E o tudo
Se regozija
Mais três
Mais
Mais
E então
O fim.
O momento
Da vida,
A dança
Na chuva
Tão doce,
O toque
Tão leve,
O beijo
Tão seda,
O gosto
Suave
Convida,
Entrega
E deixa.
O escrever
Poético
Coletivo.
A enxurrada
De pensamentos
Altivos
Recita
Excita
Poiesis
As luzes,
O brilho,
A noite.
Conjunção
Amigal
Cósmica.
Música,
Álcool
E poesia.
As ondas
De calor
Na alma
O devaneio
Que surge
E acalma.
Vêm sem
Sempre
Nada.
Os ouvidos tornados
Doces
Pela voz do outro.
A escrita
Poética
Tomando
Corpo.
A vida
Estética
Tornada
Sopro.
O silêncio do ovo,
Do útero,
Da barca
Maternal.
O calor do ovo,
Do útero
Da mãe
Gaia.
O sabor do ovo,
Do útero
Da mão
Do vento.
A lucidez do ovo,
Do útero
Do mais doce
Alento.
Seis da tarde,
De um domingo à tarde,
Sentado,
Ao lado do Bruno,
Do Vaz
E do Artur.
A tarde azul,
De um domingo à tarde,
Deitado
Ao lado do mundo
Da paz
E do futuro.
É aniversário da Nubia,
É Santa Teresa,
É doce este mar,
São amigos e cores,
Sons e poemas.
É aniversário da Nubia,
O domingo calmo,
À tarde,
É o dia que surge,
É o tempo que urge,
É o vento e o verde,
É aniversário da Nubia.
É aniversário da Nubia,
Uma música ao fundo,
É placidez oceânica,
É a luz brilhante
Que convida
Suave.
É aniversário da Nubia,
Uma cerveja gelada,
Uma feijoada redonda,
É um domingo à tarde,
É aniversário da Nubia.
Uma rede
De cores
A balançar,
Uma meia luz
Meia noite
Meio inteiramente
Rio,
Em uma meia casa
Em uns meio-irmãos
A meio luar.
O espírito liberdade,
Leveza,
Relaxamento
Da vida,
O rio
Eterno
Infinito
E doce
Atravessa.
A luz infinito
As cores
Curvas
O sorriso
Final.
Tua pele
Nua
Arrepiada
E cheia
De suor
E palavras,
Teus olhos
Que perguntam
Me perguntam
E me fazem
Perguntar,
Teus versos
Desrimados
Em ritmo
Sincopado,
Tuas perguntas
Me balançam
E me fazem
Viver.