Vejo seu rosto triste
De olho
No retângulo negro,
Vejo seu sorriso triste
Pensando
Será?
Talvez?
Vejo seu olhar triste
Pensando
E então?
Quando?
Mas nada
Que eu te possa
Falar
Te dirá
Venha,
Nada
Que eu te possa
Dizer
Te dirá
Vamos.
Vejo seu rosto triste
De olho
No horizonte negro,
Vejo seu horizonte triste
Pensando
Por que?
Quando?
Vejo seu corpo triste
Pensando
Assim?
Só?
Mas nada
Que eu te possa
Gritar
Parecerá
Verdadeiro,
Mas nada
Que eu te possa
Cantar
Lembrará
O nascer do sol.
Então emudeço
Nessa urbe louca
Onde em apenas momentos
O meu caminho
Cruzou
O seu caminho.
Então deixo em versos
Escritos
Nessa urbe louca
E quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de beleza,
Quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de luz,
Quem sabe um dia
Essa urbe louca
Trará
Um pouco de paz,
A esse olhar,
Um olhar triste.