Tento curar a ferida narcísica
No colo materno
Quente e inexistente.
O atemporal desejo
Do doce beijo
E do eterno repouso.
Sua insuficiência
É meu lamento
Que ecoa
Gerações.
Mas respiro e vejo
Que a urbe me abraça,
Que o olhar amigo me acolhe
E que poder
Sentir dor
E perceber-se
Frágil
É poder
Ser
Humano.