Conhecer o mundo
É desconhecer-se
Rumo à pergunta,
Rumo ao sentido
Do belo.
A alma assunta-se,
A verdade sincera
Se realiza.
Abrir-se.
Engolir o mar
Em grandes goles.
O corpo se transforma
No vento sem forma
Que beija o infinito.
O olhar que brilha
A testemunhar e refletir
O azul horizonte.
A seda das ondas,
A natureza do aquário de si,
A tão verde e viva vida
E o dissolver da dúvida
No calor
E abraço do sol.
O sorriso do ser
Em puro fluir,
A grandeza do instante
E a morte das flechas do tempo.