Mar de árvores em meio ao carbono do mundo,
Nesga de sol em céu nublado,
Sopro doce em noites quentes,
Troca em meio à superfície dos dias.
Estou aqui a sorrir
A certeza do infinito
Presente em um pequeno instante
De um espaço sem nome.
Tapete de veludo em tempo frio,
Vela acesa em escuro sem luz,
Alegria funda em vida cinza,
Flauta transversa em bibliotecas vazias.
Estou aqui a sentir
O toque das musas
Dissolvendo qualquer certeza
Na beleza do sentido do absoluto.