sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Corpo (VII)

Venha ser
Meu dicionário de cama,
Meu corpo suporte
De horizontes infinitos.

Venha viver
Um calendário de cores,
Um sopro bem forte
De incomparável sentido.

A língua
Fluidadamente
Escreverá palavras
Em teu ventre.

A rima
Alternadamente
Tecerá curvas
Em tua frente.

E será o azul profundo
Pintado de estrelas
Criado a quatro mãos
A nos esperar.