terça-feira, 3 de novembro de 2015

Brasília

Cidade de curvas,
De carros e rotatórias,
Teus cruzamentos inexistentes,
Tuas verticalidades surpreendentes.

Cidade de tempo seco e concreto,
Cimento de movimentos impensáveis,
De reuniões congressos seminários paletós,
Em tuas salas
Se constrói o futuro
De uma nação.

Cidade-umbigo,
És filha de um gênio e mãe de nós,
A tua terra é vermelha
Do sangue de tantos brasileiros
Que se deram um pouco
Para realizar
Esse sonho irreal
De existires.