sábado, 14 de fevereiro de 2015

Fome

Física, espiritual? Me perguntais.
De viver? Podeis indagar.
Qual verdade o poeta traz?
Qual garrafa ele lança ao mar?

Respostas simples não podeis obter,
Elas não existem em um mundo infinito,
Elas não existem onde há o grito,
Elas não existem no terreno do ser.

Olho o horizonte e vejo uma odisseia,
Um moinho, um cavaleiro,
Um café, uma madeleine,
Um caminho, uma pedra,
Uma ovelha, um pastor.

Tenho fome de metáforas
E sede de infinito,
Tudo o que não é meu
Me interessa.