quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Em Chuvosa Noite


Em longos e retilíneos corredores vazios
Busco aquilo há muito perdido,
Busco fugir do profundo olvido,
Sinto de ecos e sombras arrepios.

E então questiono:
Existo, por questionar?
E então afirmo:
Talvez, por afirmar?

O eu é simples metáfora,
Catacrese.
O devir grande catáfora,
Severa tese.

E então?
O não.
O nada.
Argênteo.