Existem tantas histórias para serem contadas, poemas a serem escritos... Eles simplesmente estão lá, à espera de que alguém os dê atenção. Calmamente, tranquilamente, aguardam. Se ninguém der atenção a eles, morrerrão como nasceram: silenciosos. Mas eles ficam lá, firmes, crédulos, com a certeza de que alguém os escreverá.
Escrever não é como pintar, colocar várias camadas de tinta sobre uma tela branca. Escrever é como esculpir, fazer falar o material que já está lá. O escritor é apenas um intermediário: o objeto já falou a quem lhe deu ouvidos. Ele apenas dá forma ao objeto.
E as histórias, e as poesias, ficam lá. Material bruto agurdando seu lapidador.