terça-feira, 26 de julho de 2016

Tamarindo

Subo o obstáculo do primeiro galho
No rancho do amigo do meu pai
Em uma vizinhança próxima
Depois de uma noite a pescar
Quando os cachorros estavam presos
Após buscar uma goiabeira cheia
Encontrei-o escalando a grossa casca
E me deito.

Minhas pernas ao ar
Não me lembro do rio próximo
Não me lembro de ninguém
E encontro o gosto azedo
Do tamarindo.

Naquelas sementes macias
De repente ouvi meu nome
Pedindo aquela fruta
Aquele amargor
Aquela acidez
Entre o acolhimento do galho farto
E o gosto da vagem quebrada
E jogava-o no saco preto
Para depois.

Naquele galho me consumi
Naquele galho enchi o amanhã
Naquele galho me deitei
E fui feliz.