sábado, 2 de julho de 2016

Rua de Pedras

E então a pergunta
Por que a busca?
Ou por que a dúvida?
Ou por que o talvez?
Não tem razão.

A certeza do agora
Transbordante de sentido,
O rio da vida
Acontecendo,
A legião urbana
Ecoando descobertas,
A rua de pedras
Esquina do infinito,
No cruzamento do todo,
Duas quadras depois
Da rua de flores,
Ao lado da ponte
Atravessando o canal
Que desagua no mar azul.

São refrões de beleza,
São canções nascidas
Em corações sedentos
Ecoando
E atingindo
O brilho da lua
Em uma noite tão simples
No cruzamento do todo,
Duas quadras depois
Da rua de flores.

Ao lado da ponte
Atravessando o canal
Que desagua no mar azul
Encontro
Ou melhor: sou encontrado
E só há gratidão
Por pertencer
A esse momento de brilho
Na rua de pedras
Esquina do infinito.