sábado, 2 de maio de 2015

Efêmero

Sento no ponto imutável,
Sinto um mundo tão lindo,
Sinto um mundo sorrindo,
Sendo o toque afável,
A carícia que acolhe
E o beijo recente.

Seu gosto me gosta,
Fímbria de prazer
Que o destino escolhe.
Seu calor me acalenta,
Singelo viver
Em gratuito presente.

A beleza que dói,
A cidade que flui
Com carros, pessoas e gestos,
Olhares, adeuses e caminhos.

Em pura contemplação
A ausência de fronteiras,
A ausência de ausências,
E as palavras que faltam
Pois só há a entrega.