terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quando

Eu serei feliz quando...
Dizem os cegos
E para lá seguem andando
Rápidos, afoitos, sem sossego,
Buscando esse objetivo somente.

Subjetiva mente pergunta
E após o quando?
Angustiado coração assunta
E então?

O que não se vê,
Ah, é uma pena, mas não se vê,
É que não existe lugar
Para a plenitude se dar
Se não agora.

Ela existe
Em uma lágrima do mar que escorre lentamente do rosto após o mergulho no todo,
Em uma singela flor que nasce perfeita e perfeita o é simplesmente para ser bela,
Em um vento que sussurra boas novas baixinho para quem olha o céu e sorri,
Em uma costureira distante que tece sonhos e em roupa os transforma para a gente vestir,
E em tantas coisas, e no próprio existir, intervalo ínfimo entre dois infinitos silêncios.

O quando é hoje.