Seu rosto era só contentamento,
um sorriso amplo e complacente, um olhar conciliador. Mãos leves que dançavam ao
sabor do vento. Movimentos suaves que lhe traziam uma graça incomparável.
Cumprimentava a todos com um leve movimento de cabeça, e todos a cumprimentavam.
Ela se dirigia ao balcão das
bebidas, não sem atrair a atenção por onde passava. Tomou nas mãos uma taça de champanhe
e nela dava leves bebericadas. As bolhas faziam seu nariz coçar. Estava feliz,
olhava o mundo e se sentia parte dele.
Nesse momento viu um homem alto,
sério, andar em sua direção. Sentiu suas pernas tremerem. Ele ajeitou a gravata
e cada passo que dava
Ouviu o trinco da porta se
abrindo, a hóspede estava voltando mais cedo. Maria rapidamente devolveu ao guarda
roupas o vestido azul que costumava colocar à sua frente enquanto se olhava no
espelho. Rapidamente, antes que a hóspede percebesse.
- Desculpe minha senhora, já
estou de saída – disse Maria.
O baile continuará amanhã, nesse
mesmo horário.