domingo, 27 de setembro de 2015

Plenitude

Plenitude
Estado de saciedade
Da alma,
Suavidade
E fluxo.

Ondas do mar,
Ventos de sentido
Cantando docemente
O rubro luar.

Cores
Dissolvendo-se no horizonte,
Passados de estrelas,
Presente e futuro.

Completude do ser
Que se expande
Ilimitadamente.

A criação e o ato,
A fonte primeira,
O sopro de vida
E a leveza de um pássaro a voar.

Lua

Ó lua
Tão lua,
Tão bela,
Tão plena
E redonda.

Habite meus sonhos
Embale meu céu
Me beije e me abrace
Nessa noite sem fim.

Ó lua
Tão lua,
Tão nua
Tão sincera
E hipnotizante.

Seja o meu fim
Minha meta e meu objetivo
Pois na entrega enfim
Desapareceremos no mar infinito.

Boca

As luzes que brilham
Ritmadas
Tem gosto
De infinito.

Um toque de sentido,
Uma pitada do todo,
Dois dedos de poesia
E três partes de fluxo.

O doce sabor
De beleza
A derreter
Em minha boca.

Sorriso

O eclipse da dúvida
Olhando o horizonte
E vendo o privilégio
Do sincero existir.

O compasso do céu
E o abraço do todo
Envolvem
E acolhem.

Poder testemunhar
A dádiva infinita
De poder estar
No momento presente.

A dissolução da alma
A sorrir
Pois ilimitada
Enfim
Se torna.

sábado, 26 de setembro de 2015

Entrega

Sentir a felicidade de ser livre,
Olhar a estrada e ver o horizonte,
Olhar o futuro e enxergar a fonte
De tanto sentido.

O caminhar acontece
Rumo ao silêncio,
Pois não cabe na língua
Tão sincero viver.

Ser-caminho
Passando paisagens passageiras
A deixar impressões derradeiras
Do acontecimento do tempo.

Ao meu lado está você,
Ao meu lado está um sorriso
Que toca o meu corpo
E se entrega de prazer.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vida

O compasso
Tão certo
Do abraço
Tão perto
Do infinito.

Ecoam
Almas
Em um rio
A fluir.

A beleza acalma
E convida
Ao todo
Sentir.

Então é tão lindo
O instante sagrado
Da origem
Dos dias.

O instante
Convite
Do sincero
Viver.

Poesia

Vamos sonhar juntos
O grande amanhã.
Vamos ver juntos
A origem do mar.
Vamos voar juntos
Para a lua a brilhar.

Então tudo será certo
E o futuro incerto
Será apenas o agora,
A tão bela hora
Que ao sentido convida.

Então tudo será
Poesia:
Poesia que flui
No olhar
Pois plena
E perfeita se torna.

Anjo

O anjo da morte
Ronda a todos,
Rindo de títulos,
Rindo de posses,
Rindo, e rindo.

Lutamos por permanecer,
Lutamos por continuar,
Lutamos por lutar,
E ao fundo, ela está lá,
Aquela graça inexistente.

No dia final
Chegará o anjo negro
A perguntar
Apenas isto:
"Amaste e foste amado?
Então descanse
Pois para isto que foste feito."

Amor

Me pediste um olhar,
Dei-te o horizonte.
Me pediste o horizonte,
Dei-te o céu.
Me pediste o céu,
Dei-te o vôo de uma gaivota.

Me pediste um toque,
Dei-te um beijo.
Me pediste um beijo
Dei-te a alma.
Agora não sou mais eu,
Um pedaço de ti em mim habita.

domingo, 20 de setembro de 2015

Céu

Sou pescador de sonhos
Navegador de destinos
Explorando as metáforas
Que me deixem mais perto
Do infinito.

Voo com os pássaros,
Cavalgo com os mitos,
Mergulho na loucura
Para emergir um pouco mais são.

Então vivo a beleza,
Então ilimito-me
A olhar e a sorrir
O acontecer da vida.

Às tuas asas

O meio é o caminho,
Dizem os sábios,
Se desces a água pesa,
Se sobes o fogo inflama.

Mas Ícaro, te entendemos,
Como pelo meio optar
Quando há um oceano de loucura
E um céu da cor do mar?

Como pelo meio optar
Quando o sol te convida
Para esse terreno sem linguagem,
Nem espaço nem tempo?

Como pelo meio optar,
Quando estás tão próximo do infinito,
Quando as portas azuis te são abertas,
Quando tudo o que resta
É a contemplação?

Ícaro, honraremos a tua memória
Em manicômios e em versos,
Pois vives entre nós,
O teu chamado é o nosso chamado,
O teu sonho, o nosso amanhã,
As tuas asas, o nosso horizonte,
E os teus olhos, os nossos.

sábado, 19 de setembro de 2015

Tempo

Ser história
Trazer todo o passado
Até aqui.

Ser potência
Ligado ao tempo
Sem início nem fim.

O acontecimento
Se desdobra
E permite
O infinito sentir.

Só há o agora
A acontecer
Tão naturalmente
Que o todo se apresenta
Em um singelo instante
De pura beleza.

Poesia

A poesia acontece
Em um momento singelo
De sentido e conexão.

Jorram as palavras,
Jorram os sentidos
Jorra o perdão
Definitivo.

Então o todo acontece
Em uma simples metáfora
E um paradoxo
Tão belo.

A rede

Ela te segura
E te levanta
Rumo ao céu
A flutuar.

Te espera com a conexão,
Com o infinito
A demonstrar
Singular beleza.

Então é só entrega,
Então é só o todo
Que se mostra
Em um refrão sem fim.

Roda

As ninfas a cantar
O som da natureza
Em uma roda singela
E os elfos chegando
Com seus centauros
De pelo tão branco.

Languidamente
Dançam as ninfas
Em movimentos suaves
De compassos tão leves.

Do lago vem as sereias
De torso tão nu
A escutarem atentas
O doce murmúrio.

O vento rebrilha
E o sol sopra
O eco do todo
Para todos banhar.

Vá

Abrindo caminhos
No mar infinito
Vai o filho da terra
Rumo ao abraço quente
Das novas correntes.

A vida pulsa
E ele segue
O chamado primeiro
A nadar.

Vá! Vá! Tão belo golfinho
Com um sorriso nos olhos,
Um peixe na boca
E na alma a natureza.

Vá! Vá!
O futuro te espera,
Ansioso,
Rumo ao teu doce destino.

Palavras

O mundo
Só é mundo
Com beleza.

Sem beleza,
O mundo é nada,
É um fantasma
A se acabar.

Mas quando as ninfas chamam,
Quando o tempo ecoa
E o espaço cede
O sentido se torna óbvio
E impronunciável.

Leveza

O som
Primeiro
Se repete
Rumo à fonte
Do todo.

O eu se remete
Ao infinito
Tão belo.

O singelo sentir
Da origem
Do tempo.

Invento sonhos
E o vento me leva
Ao derradeiro sorrir.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Noite

Os trilhos dourados
De caminhos abertos
Em túneis sinuosos
Rumo ao coração da noite.

Os ecos sorridentes,
Distantes tão próximos,
Do calor o abraço
E do frio o beijo.

Os sorrisos fugidios
Apressadamente brancos,
Os corpos fluindo
Avidamente santos.

Possibilidades se desdobram
E o menino a engraxar
Sapatos orgulhosos
Sonha com um melhor amanhã.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ondas

E então o sopro do todo
É vivo sorriso,
É vento sentido
E vivido
Plenamente.

O derradeiro sentido
Do fluxo infinito
Dos ecos
Da fonte.

A leve fronte
A olhar o horizonte
E viver
O infinito.