Minhas paredes testemunham,
Relatam e gritam,
A tua opressão,
Minhas tendas te dizem
Que ainda há aqueles
Que tem esperança.
Os corpos agora meus
Embalam amanhãs
Que hão de nascer,
A minha arte
É certeza-horizonte
De um céu estrelado.
O meu sentido
Nunca será esvaziado
Pelo seu discurso vazio,
Os sonhos que aqui se sonharam
Se multiplicam
Como flores na primavera.
Você se esquecerá de mim,
Mas eu não serei esquecido.