Nasci no alto verão
Do ano de 2010.
E então comecei
Minha odisseia
Rumo a mim.
Enrugada tez
Cheia de ideias.
Construía sonhos
No caminhar.
A fome de existir
Me tornou retirante.
Peregrino da metáfora,
Viajante do eu,
No zéfiro infinito
Descansava.
Caminhos asfaltava
Procurando seguro
O incerto destino.
Hoje não busco mais.
Buscar é olhar
Para o inatingível amanhã.
Memórias não guardo mais.
Lembrar-se é construir
Um castelo
De vento.
Sou devir.
Contemplo e rimo
O hoje singelo
A sorrir.