Passantes caminham resolutos
Apressados rumo às nove horas
Escondem os medos e guardam o luto
De ver de uma janela tantas auroras.
A cidade é um corpo que pulsa.
Suas ruas repletas de sentimentos
A alguns causa amarela repulsa
E a outros azul pertencimento.
Eu testemunho o urbano horizonte
Um apressado e constante rumo a
O gosto do mais doce fruto que há.
Ela é minha, a impossível e eterna fonte.
Ao meu chamado ela escuta atenta
E nua e terna se entrega em suave tormenta.