sábado, 20 de fevereiro de 2016

Vertigem

A vertigem do tempo,
A vertigem do tanto,
A vertigem tamanha
Que me trouxe até
Aqui.

Agora.

Mo
Mento.

Enfim

A poesia do tempo,
O fogo da noite,
O som infinito
Preenchido.

O rio da história,
O caminho da vida,
O amor do sorriso
E o toque de sim.

A beleza enfim,
O sentido enfim,
A perfeição
E alegria.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

História

Passos no cascalho,
Pássaros ao fundo,
Um sol a aquecer o frio
Um horizonte a esquecer o ontem.

Uma pedra
Que revela o toque de seda,
Desvela tamanha beleza
E pura poesia encerra.

Ela tem alma
Pela mão humana forjada,
Pelo sonho humano sonhado,
Que se afasta do sopro da terra.

Ela me olha.
Em seus fundos olhos brancos
Vejo os mitos que me trouxeram aqui
E então pertenço à história.

Poesia

As luzes,
As vozes,
Os ecos
E toques.

As cores,
As músicas,
Os gostos,
As vozes.

Os brilhos,
Os fogos,
As águas,
Os olhos.

Os sorrisos,
Os sons,
Os sonetos
E sentidos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

L'infinitudine

La possibilità del'infinito
La possibilità del sentire
In un viaggio di bellezza.

Inifinitudine senza limiti
Con il cuore caldo
In un cielo blu.

Il sorriso bianco
Per l'orizzonte così grande
Che chiama e si apre.

Non c'è frontiera,
Non c'è ostacolo
Non c'è più niente.

Essere un essere
Pieno d'amore
Per la Vita e il Tutto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Quente

Abraço meu sisifo
No abraço quente
Dos meus dias que virão.

Refaço o fato
Reforço o fato
De um rubro existir.

O olhar que descobre
O olhar que desvela
As cores do cinza.

Então tudo é belo
Então tudo é tanto
Então tudo é sim.

Noite

Noite
Convite,
Um sorriso branco,
Um céu escuro,
Com estrelas a cantar.

Tua música de vozes,
Tuas luzes desfocadas,
Teus filhos desfigurados
Em um mar pastoso.

Te aguardo fria,
Em meus olhos quentes
De sentido ardentes
Serás minha
Para sempre.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Passeio

Um passeio no parque,
Continuidade,
Um passeio em parte
Todo.

A música das flores
De tantos amores
De tantos destinos
De tantos sorrisos
A estarem aqui.

Diálogo
De cores
De céus
De luas
E sentidos.

A natureza
Se desdobra
Se renova
E abraça
Mãe.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Terra

O canto da vida,
A poesia da vida,
O som convida
Em profundo existir.

A água da vida
Em imagens e cores,
O templo do todo
Com coloridos vitrais.

O pedido em rogo,
As luzes em velas
O mar todo sim
Ao céu puro enfim.

O azul infinito
De amores e nuvens,
O rio reflexo
Da estrela tão bela.

A Terra abraço
E um momento fugaz.
Em seus doces braços
A vida e a paz.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Maracutaia

O estado de transe,
O estado em trânsito,
Um estado sorte
De existir.

Um estado de cores,
Um estado de corpos
Infinitos
A ecoar.

O refrão do tempo,
Os versos sorrisos
Das rimas
Contentes.

Encontro enfim,
Encontro a mãe
Encontro o som
E o sim.

Chuva

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

Maracutaia é canto sem dor
É canto do meu tambor.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

No som da roda estarei
O sal contato do rei.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

O doce contato da terra
Em dia de chuva sem guerra.

Saia

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

A saia que vinha rodada
Do longe horizonte eu ganhei.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

O monte que eu escalei
Buscando a ti meu amor.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra  sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

Então para sempre estarei
Onde a lua encontra o sol.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dia e Noite

O rio da vida
Em noite estrelada
Rumo ao horizonte.

O vento convida,
Em sussurros afaga
E retorna à fonte.

O amanhã que desperta
De um fluxo infinito
Suavemente passeando.

A manhã que oferta
Da lua o mito
Na alma pulsando.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Mergulho

O horizonte ondulante,
O mar espesso,
O toque do gelo
Em uma tarde de verão.

A cachoeira tão doce,
Os vazios tão cheios,
A lua tão sol,
Chuva encharca a terra.

Chuva encharca os montes,
Chuva encharca os vales,
Chuva encharca os rios,
Soluços que abarcam soluções.

Um mundo sem senões,
Sem sanções, refrões,
Sem classes, perdões,
Rios infinitos.

O mergulho no rito,
O mergulho convicto,
O barulho música,
Pendularmente singelo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Sete

O túnel de luz
Ao infinito conduz
Sem piedade.

O gosto seduz,
O doce sabor
Da vida.

O perfume da flor,
O suave candor
Da alma.

O desabrochar do todo,
O mar horizonte
Azulmente próximo.

A música liberdade,
O refrão de amor
E cores.

Então sincera,
É tão singela,
Suavidade.

Um ar de seda,
Um toque enfim
No embalo do sim.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O homem

Quem sou o homem?
Sou a mãe das questões,
Sou Sísifo e a montanha,
Sou Édipo, o enigma e a esfinge,
O sim e o não.
Pai das ninfas e dos deuses,
Dos conceitos e do olhar.
Um ser-quase,
Que na incompletude
Completo se constrói.
Me tentam ser-menos,
Busco ser-mais.
Busco a irremediável falta
Mas encontro o sol da manhã
E não há mais busca.
Nado no oceano da loucura,
Mergulho em reflexos de estrelas,
E no coração uma lua.
Cheia.
Emerjo e a noite me beija
E me embala.
Existo.
E isso é belo,
E isso é tudo.

(02/04/15)

Vá

Vá,
Vá para o mundo,
Vá para longe,
Vá para perto
De todos.
Vá respirar o ar,
Vá flutuar,
Vá ver
A beleza,
Viver
Tão alto
Tão perto
Da lua.
Vá sentir o uivo
Da rua.
Vá ver o mundo
Se dissolver
A seus pés.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Existir

As cores pulsando,
Movimentos de formas
Em ecos disformes,
Substituição
Do real
Por um novo horizonte
De pássaros em nuvens olhando o infinito,
De passos seguros singrando os sons,
De mares abertos chamando sinceros,
De fluxo de tons singelos,
Trazendo a certeza
Do tão belo existir.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Pinceladas

Em uma pintura
O horizonte vermelho sangue,
As nuvens tão altas,
O azul claro escuro profundo,
As montanhas sólidas,
O mar líquido
De ondas de neve,
A música ambiente
De acordes de cores,
As vidas em fluxo,
As vidas em rastro,
Linhas ondulantes sem destino,
Luzes preenchendo o amanhã,
Lampejos do sincero porvir
Nos ventos
Da perfeição.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Sentir

Na dança tão longe,
No movimento tão perto,
E no canto tão certo
O olhar responde.

No vento tão doce,
No passo tão sim,
No caminho enfim
O sentido floresce.

Em suas pétalas douradas,
Em suas certas canções,
Em tão claros clarões,
A entrega esperada.

Sente-se tudo,
Sente-se luz,
Sente-se sombra,
Sente-se todo.